Abelhas da Mata amplia atuação e leva preservação de abelhas nativas para espaços públicos

Projeto mantém mais de 20 colmeias em funcionamento e transforma parques, escolas e prédios públicos em pontos de conservação, educação ambiental e valorização da biodiversidade

Ribeirão Pires amplia as ações de preservação das abelhas nativas sem ferrão por meio do Projeto Abelhas da Mata, que vem expandindo sua atuação para além das divisas do município e ocupando diferentes espaços públicos com meliponários. A iniciativa busca aproximar a população da biodiversidade da Mata Atlântica e destacar o papel fundamental dos polinizadores para a manutenção das florestas, da arborização urbana e da produção de alimentos.

Atualmente, o projeto mantém mais de 20 colmeias operacionais instaladas em diferentes pontos, incluindo parques, áreas verdes, prédios públicos, equipamentos institucionais e escolas municipais. Além de oferecer abrigo seguro para espécies nativas de abelhas sem ferrão, os espaços são utilizados para atividades de educação ambiental, observação das colônias e conscientização sobre a importância da conservação da fauna e da flora.

Um dos exemplos da expansão do projeto para além das divisas de Ribeirão Pires está no Parque do Guapituba, em Mauá, onde foi criado o Jardim das Abelhas, inspirado no projeto ribeirãopirense. Localizado ao lado da Casa Amarela, próximo à entrada pela Avenida Capitão João, o espaço reúne colmeias de Jataí, Mandaçaia, Lambe-olhos e Bugia, além de um jardim composto por espécies florais que contribuem para a alimentação das abelhas.

A presença do projeto em diferentes municípios e espaços demonstra a possibilidade de ampliar a conservação das abelhas nativas para além de áreas exclusivamente rurais ou de preservação. A instalação de meliponários em locais de circulação da população permite que a biodiversidade seja observada de perto e incorporada ao cotidiano das comunidades.

Em Ribeirão Pires, os meliponários passaram a integrar o circuito de espaços públicos do município. Entre os locais contemplados está o Fórum da Comarca de Ribeirão Pires, que possui colmeias instaladas no jardim do prédio, na região central. O Paço Municipal e a Câmara Municipal também fazem parte do circuito de implantação de meliponários, reforçando a proposta de utilizar áreas públicas como pontos permanentes de conservação e sensibilização ambiental.

Nas escolas municipais, a iniciativa ganha ainda uma função pedagógica. Na Escola Municipal Engenheiro Carlos Rohm II, por exemplo, a chamada colmeia pedagógica reúne a espécie como Mirim-guaçú e é utilizada como ferramenta prática para aproximar os estudantes dos conceitos de biodiversidade, preservação e equilíbrio ambiental.

A proposta é fazer com que os alunos não apenas aprendam sobre as abelhas em sala de aula, mas possam observar diretamente a organização das colônias e compreender a relação desses animais com as plantas e com o ambiente em que vivem.

Os meliponários instalados pelo Projeto Abelhas da Mata também recebem atividades guiadas para diferentes públicos. Participam das ações alunos da rede municipal, estudantes das redes estadual e particular, grupos de escoteiros, munícipes e outros interessados em conhecer mais sobre as abelhas nativas.

Durante as visitas e atividades, os participantes têm contato com informações sobre a organização das colônias, a produção de mel e própolis e o comportamento das diferentes espécies. O principal objetivo, porém, é mostrar que as abelhas desempenham uma função que vai muito além da produção de mel.

“A instalação das colmeias transforma parques, escolas e prédios públicos em verdadeiros pontos de conservação da biodiversidade. Esses locais passam a desempenhar uma função que combina preservação, educação e aproximação da população com a natureza”, explicou o secretário de Clima, Meio Ambiente e Habitação, Temístocles Cristofaro.

Além de garantir abrigo e condições adequadas para as colônias, os meliponários permitem acompanhar a presença e o comportamento das espécies, funcionando também como instrumentos de observação da qualidade ambiental. A circulação das abelhas entre as colmeias, jardins, árvores e demais áreas verdes contribui para a polinização da flora nativa e incremento da arborização urbana.

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